sábado, 10 de dezembro de 2016

Esplanando sobre o texto "Uma avaliação em ensino online é inovadora?”.



  

O texto da autora Renata Cristina Nunes do Instituto Federal Fluminense – Campus Cabo Frio – aborda uma pesquisa feita junto a grupos de discussão da Unicamp EAD utilizando questionário vinculado ao Google Docs apresentando questões referentes à avaliação em EAD. A mesma apresentou a avaliação em EAD como um desafio, devido às particularidades características desta modalidade levando em conta as pessoas envolvidas (sistema/professores/alunos). Ela faz uma comparação entre as ferramentas usadas na EAD que na maioria são inovadoras e na educação presencial, ressalta ainda o quanto é significativa à presença destas ferramentas tradicionais, tais como: provas e listas de exercícios, sejam em função da legislação em vigor ou da resistência dos profissionais. O “Fórum de Discussão” foi o mais mencionado na pesquisa advertindo que esse formato de avaliação que implica interatividade entre professor aluno e aluno-aluno está constituindo amplamente empregado. Pois um debate online é uma nova forma de avaliação colaborativa e dialógica. No fórum de discussão professor/tutor incentivam a participação e a interatividade do aluno instigando-o a refletir, a problematizar, a argumentar e a contra argumentar, de forma crítica e reflexiva, sobre o tema proposto. Considerando que é essencial a mediação pedagógica dos professores/ tutores, pois é visível que esta intervenção promove uma discussão baseada na interatividade, que oferece subsídios para a realização de uma avaliação contínua na dimensão dialógica e emancipatória. A finalidade destas ferramentas é verificar a capacidade de comunicação e interação do aluno em discutir, de forma crítica e reflexiva, sobre temas inerentes ao assunto em estudo, colaborando também como forma de auxiliar no processo formativo e contínuo dos alunos. Dessa forma, pode-se afirmar que a utilização dos Fóruns e Chats permite o desenvolvimento dessas práticas de avaliação, mesmo considerando suas limitações, mas percebe-se que os professores buscam realizar uma avaliação prezando pelo diálogo e discussão entre os estudantes, levando em consideração a qualidade da participação e a relevância dos comentários de forma geral, sempre na direção de uma aprendizagem colaborativa. 




REFERÊNCIA

NUNES, Renata Cristina. A avaliação em educação a distância é inovadora? - uma reflexão. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 16., 2010, Foz do Iguaçu. Anais... Foz do Iguaçu: ABED, 2010. Disponível em: <http://www.abed.org.br/congresso2010/cd/152010155747.pdf>. Acesso em: 7 dez. 2016. 

sábado, 3 de dezembro de 2016

PERFIL DO PROFESSOR AVALIADOR



Fornecer oportunidade para autodescoberta
Fornecer oportunidades para estudantes
Compartilhar descobertas
Introduzir o assunto
Fornecer o quadro geral
Fornecer significado
Gerar entusiasmo
Mostrar respeito e interesse
Fornecer oportunidade aos alunos para aplicar as ferramentas
Ajudar os alunos a desenvolver problemas e resolução de padrões
Estabelecer um ambiente de aprendizado seguro para a experimentação
Fornecer informações ao aluno
Organizar e integrar novos materiais
Fornecer tempo para pensar e refletir
Avaliar o desempenho 


A avaliação é a peça complementar do processo de entendimento, uma vez que possibilita diagnosticar questões relevantes, verificar os resultados alcançados considerando-se os objetivos propostos e, ainda, identificar mudanças de percurso eventualmente necessárias. O conhecimento dos critérios utilizados e a análise dos resultados e dos instrumentos de avaliação e também a auto avaliação são importantíssimas para o aluno, pois isso o ajuda a conhecer ou reconhecer seus próprios métodos de aprender, desenvolvendo assim a capacidade de regular a sua própria aprendizagem.  Avaliar é fundamental para o sucesso de um professor esta por sua vez que admite ao educador descobrir o valor de seu trabalho. A avaliação é um processo pessoal que deve levar em importância muitos fatores. Esses fatores variam dependendo do que está sendo avaliado. Há muito a ser estimado ao avaliar. Avaliações de alunos apresentam problemas parecidos. Não há qualquer fator que deve ser empregado para encontrar o valor em um aluno, pois cada aluno é um ser único.



REFLEXÕES SOBRE AVALIAÇÃO

O que queremos que os alunos aprendam e sejam capazes de fazer devem guiar a preferência e a representação da avaliação. O alinhamento é necessário, pois é a conexão entre os objetivos de aprendizagem, atividades de aprendizagem e avaliação.  Alinhados estes, significa que os objetivos de aprendizagem, atividades e avaliações correspondem para que os alunos aprendam o que se pretende e necessita avaliar, ou seja, o que os alunos estão aprendendo. Os objetivos são as expectativas do desempenho dos alunos, as atividades são as experiências que os alunos se envolvem e que os prepara para alcançar o objetivo de aprendizagem pretendido. A avaliação é um aparelho para colher evidências a propósito da aprendizagem do aluno que podemos aproveitar para aperfeiçoar e fazer análises sobre a aprendizagem. Quando as atividades de aprendizagem se alistam diretamente com os objetivos de aprendizagem e as avaliações aferem com perfeição o que os alunos estão aprendendo, é mais simples alcançar seus objetivos.  É necessário manter a conexão entre o que você ensina e avaliar o mais equivalente admissível, para que os alunos avançam em direção aos objetivos de aprendizagem. Para tanto, para utilizar a avaliação para melhorar a aprendizagem dos alunos, os professores precisam ser conscientizados da precisão de tal progresso e da avaliação do papel que devem exercer neste processo. Neste ponto de vista é importante que o educador busque maneiras para volver a avaliação uma ferramenta complementar da aprendizagem, ao invés de descontextualizar o ensino, a avaliação deve cumprir o papel de produzir um cenário prazeroso e atraente.  A avaliação influencia todos os aspectos da educação dos alunos as mudanças na mesma resultarão em transformações na aprendizagem, por isso deve tomar muito cuidado e reconsiderar as práticas de avaliação, pois dentro da atual estrutura educacional o aluno é considerado como um produto e o sucesso da avaliação como a moeda. O que se observa neste cenário, tanto no ensino básico quanto em outros níveis de ensino, é que os métodos de avaliação de desempenho dos alunos, têm se estabelecido basicamente em avaliações somativas(provas). Avalia-se mecanicamente também a disciplina dos alunos, trabalhos feitos em sala de aula ou em casa, exercícios propostos, dentre outros. Conforme Luckesi (2011) as provas muitas vezes não enquadram com o processo de ensino e de aprendizagem. As notas finais da avaliação são deferidas por meio de soma ou pelas médias, mas, segundo este autor, as médias consideram os números, as pontuações dos alunos nas avaliações, e não o aprendizado e desenvolvimento do apreendido. Essa desarticulação entre as avaliações e a aprendizagem significativa causa insatisfação e descrédito por parte dos alunos, que por muitas vezes, implica na evasão escolar.  A avaliação na verdade deve contemplar a melhor quantificação possível dos potenciais dos alunos. Cada educando tem sua própria capacidade de aprender. A avaliação é uma chance de exteriorizar a aprendizagem, deve ser um mecanismo que possua caráter significativo no processo de ensino e de aprendizagem, cujo resultado ultrapassa a mera reprodução dos conteúdos estudados em sala. Ao avaliar os alunos, o professor deve na medida do possível, considerar as diferenças e níveis de aprendizagem de cada um.


NOVAS FORMAS DE AVALIAR



Games: Os games educativos permitem aos alunos que aprendam o tempo inteiro enquanto jogam, na medida em que vão passando de fase ao contrário de uma prova tradicional. Cada estudante tem seu próprio ritmo de aprendizagem, o que traduz o grau  de cada um. 


 Desafio: O professor dá uma missão para o aluno e ele, com as habilidades que vem desenvolvendo na escola, precisa resolvê-la. Essa missão pode ter inúmeras características. A cada contato entre empresa e aluno, uma missão é dada e o aluno é desafiado a conclui-la. Na escola, o desempenho dos alunos nessas missões podem ser considerados para compor sua nota na disciplina mais cabível. A intenção é fazê-los sair de suas zonas de conforto e desenvolver regras de convivência, trabalho em equipe e autoconhecimento.


Badges e pontos: Os badges (em um paralelo simples, como se fossem medalhas dos escoteiros) vêm se popularizando como um mecanismo de recompensa em jogos casuais e redes sociais na qual o usuário faz um check-in e, por isso, ganha pontos a cada lugar em que marca onde está. Transportados à educação, os badges podem ser usados para demonstrar a conclusão (bem sucedida) de uma atividade. 


Trabalhos reais: O incentivo aos estudantes para que saiam para fora da sala de aula e realizem trabalhos de verdade. 


Lideranças virtuais: Criação de vídeos virais, escrever textos ou publicar seus próprios blogs etc. Contar com a internet e as tecnologias móveis para potencializar o talento de seus alunos. 


Talentos: Ao contrário dos pontos oferecidos apenas para as atividades realizadas na escola, a avaliação não vem dela, mas do cotidiano desses jovens, do mundo real deles.

Personalização: A avaliação precisa ser personalizada ao aluno, não padronizado para o sistema. O ambiente virtual entrega o conteúdo aos alunos de diferentes formas e lhes propõe atividades ou exercícios, de acordo com o desenvolvimento de cada um.



Portfólios virtuais: Os estudantes reunem suas produções – sejam músicas, desenhos, textos, vídeos etc. Esses materiais podem ser hospedados em um blog, na intranet da faculdade e da escola ou até mesmo em programas gratuitos adotados pelo professor para compartilhamento de arquivos. 

(8 formas de avaliar sem ser por múltipla escolha)                                                                   https://www.porvir.org/8-formas-de-avaliar-sem-ser-por-multipla-escolha/


Rubrics: ferramenta de avaliação ou um conjunto de diretrizes utilizadas para promover a aplicação consistente de expectativas de aprendizagem. São usadas também como instrumentos de pontuação para determinar as notas ou o grau em que os padrões de aprendizagem foram demonstrados ou alcançados pelos alunos.


Reflective journals: são registros pessoais das experiências de aprendizagem dos alunos. Revistas reflexivas e registros de aprendizagem podem ser úteis como uma ferramenta de ensino e aprendizagem. Qualquer formato pode ser adotado em qualquer disciplina onde você pode determinar. 



“Uma aprendizagem mais profunda pode levar a novas dimensões do eu interior dos alunos.”



REFERÊNCIAS

 LUCKESI, C. C. Por uma prática educativa centrada na pessoa do educando. Revista ABC EDUCATIO, n. 60, p. 22 – 25, out. 2006.


sábado, 26 de novembro de 2016




 
Revisão do Livro Avaliação Desmistificada - Charles Hadji 

A avaliação formativa uma utopia promissora: uma forma de avaliar que ao mesmo tempo em que avalia confere e possibilita a formação. Em tese existe, mas é uma utopia. O autor não acredita que qualquer tipo de forma de avaliação direta possa vir proporcionar acréscimo a formação do aluno. A avaliação só é uma constatação daquilo que já foi realizado. O processo de ensino/aprendizagem já ocorreu e a avaliação é uma constatação. A avaliação não tem capacidade de alterar aquilo que já aconteceu, serve de base para a produção de novas formas de ensino/aprendizagem. A avaliação não deve ser considerada uma medida, ou seja, uma nota algo puramente quantitativo. A avaliação tem múltiplas facetas: a avaliação implícita (que não está explícita) a avaliação espontânea (que o aluno faz sem visar nota) avaliação restituída (oficial) a avaliação normativa (que é a capacidade de seguir as normas que foram dadas para a efetivação daquela avaliação) avaliação criteriada (que se dá critérios antes para o aluno seguir) avaliação prognóstica (que aponta caminhos) avaliação formativa; avaliação acumulativa existe várias formas de avaliar o aluno e todas estas formas podem ser usadas para constatar o sucesso ou fracasso do seu método, o que não se pode fazer é resumir a avaliação a uma nota. A avaliação ela compreende uma questão qualitativa e não quantitativa. Objetividade quantitativa existe: o professor é extremamente objetivo na correção dele? A nota depende do contexto do aluno influencia na quantificação da nota; “A avaliação é uma atividade de confronto entre a situação real e as expectativas referentes a esta situação”. 





Avaliação da aprendizagem - Cipriano Carlos Luckesi

A avaliação é sinônima de sucesso é a parceira ao alcançar os objetivos. A avaliação produz um indicativo à solução decorre da gestão, decorre da decisão e do investimento na produção do resultado que se deseja, se espera e se investe nele para a construção. Provas e exames, segundo o educador, são apenas instrumentos de classificação e seleção, que não contribuem para a qualidade do aprendizado nem para o acesso de todos ao sistema de ensino. A avaliação é constituída de instrumentos de diagnóstico, que levam a uma intervenção visando à melhoria da aprendizagem. Se ela for obtida, o estudante será sempre aprovado, por ter adquirido os conhecimentos e habilidades necessários. A avaliação é inclusiva porque o estudante vai ser ajudado a dar um passo à frente. Essa concepção político-pedagógica é para todos os alunos e por outro lado é um ato dialógico, que implica necessariamente uma negociação entre o professor e o estudante. A avaliação exige uma postura democrática do sistema de ensino e do professor, ou seja, para proceder à melhoria do ensino-aprendizagem, não basta avaliar somente o desempenho do aluno, mas toda a atuação do sistema. A aprendizagem melhorará se o sistema melhorar. Por sistema estou entendendo todos os condicionantes do ensino-aprendizagem; porém minimamente, o professor, sua aluna, o material didático utilizado, a sala de aula. A responsabilidade por desempenhos inadequados não depende só do aluno nem só do professor, porém minimamente, da escola e abrangentemente, do sistema de ensino, como um todo.                             




Portanto, ao confrontar os autores citados a cima, observa-se que avaliar é muito mais do que aplicar um teste, uma prova, fazer uma observação, saber se um aluno tem mérito a esta ou aquela nota, este ou aquela apreciação. Ao avaliar o aluno o professor está avaliando também sua prática pedagógica, bem como, serve de orientação sobre o que ele conseguiu ensinar. Por isso dizemos que a avaliação contribui para a melhoria da qualidade da aprendizagem e do ensino. Avaliação é sim uma ação rigorosa de acompanhamento da aprendizagem, admitindo assumir o conhecimento do que se aprendeu e do que não se aprendeu e reorientar o aluno para que ultrapasse suas dificuldades, o que implica é aprender significativamente. Comprova-se ainda que não seja plausível fazer com que todos os educandos se destinem àquilo que almejam, mas, ainda assim, é indispensável alertá-los continuamente.




REFERÊNCIAS

HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Tradução de Patrícia C. Ramos. Porto Alegre: Artmed,2001. 

LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem. 19 min. 2002. Disponível em: https://www.youtube.comJqSRs9Hqgtc&ab channel=Edi%C3%A7%C3%B5esSMBrasil. Acesso em: 26 nov. 2016.